segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O Adversário

Um adversário se faz presente
o tempo todo em minha frente
zombas de minhas atitudes
ficas num ar desvairado insone

Presencias em minhas loucuras
acusa-me tempo todo nas solturas
vagando pelos cantos
limpas a garganta, insolente sem nome

Arrasta-me procurando novas formas
de atacar-me sem defesas viçosas
projetando-me um ataúde
em que as respostas somem

Ao socá-lo atinjo a mim
ele desfere chutes, saio prejudicado enfim
protejo-me com as mãos nos ombros
tais escárnios repetem sem sono

Cada vez mais me denigre
acusando de propagar desgraças
tal proposição nefasta
poderias desintegrar-te ingrata

Um rápido golpe no espírito
levado aos tubulares limbos
incompreensível canção psicológica
recrutas mais insolências erigidos

Aproxima-se e tens medo do próprio
não deseja ver tua imegem refletida
teu aspecto desconhecido, lhe traz sofrimento
teu adversário encontrastes acima do cimento

Violento audacioso personagem
viagem percorrida em tal vertigem
girando os cálculos reconfigurados
simplesmente um pó de filmagem

Cala-te e me pronuncias impropérios
denigre-me e sairás falsamente confiante
terás apenas um leve humor no mesmo instante
apagas tua arrogância, vil escravo
de tuas prórpias palavras desafiastes
a espada corta onde estás o desgaste
teu nervo fostes ferido com cravo

Não se cansas de se ridicularizar
falas com o coração, não com tua insensata razão
falas com a razão real, não com tua desgraçada paixão
procuras ferir, e feris a si mesmo
pois tu és eu mesmo

Abraço-te e se cala finalmente
o tempo todo brigastes com a mente
uma batalha perdida e uma guerra vencida
no final vencestes e mal podes compreender
a razão da tua liberdade consentida
em que livrastes da maldição
o qual fincada estavas em seu coração

Lord Dragon

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